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| Para Dieese, poder de compra é maior em 24 anos |
| Yara Aquino, Paulo Montoia e Vitor Abdala -
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| Autor - Assessoria |
09/06/2006 |
Índice
» Yara Aquino, Paulo ...
Os trabalhadores brasileiros tiveram, em maio, o maior poder de compra da história para os itens que compõem a cesta básica. No mês passado, os trabalhadores gastaram, em média, 48,64% do salário líquido recebido para adquirir a cesta – o maior índice dos últimos 24 anos. O dado é da pesquisa nacional da cesta básica, divulgada hoje (6) em São Paulo pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese).
De acordo com o Dieese, é a primeira vez desde 1982 que o assalariado gastou menos da metade do salário líquido recebido para adquirir a cesta, considerando a média do país. O resultado foi registrado em oito das 16 capitais pesquisadas pela entidade; nas restantes, esse percentual variou de 50,54% (Vitória - ES ) a 55,38% (São Paulo -SP).
O mês de abril registrou praticamente o mesmo índice (48,63%), mas o cálculo foi feito sobre o reajuste para R$ 350,00, que passou a valer em maio. Tanto em maio como em abril, o Dieese apurou que o trabalhador precisou trabalhar 98 horas e 49 minutos para adquirir a cesta.
Apesar do poder de compra recorde, a entidade calcula que o valor do mínimo deveria ser de R$ 1.503,70, ou seja, 4,3 vezes o salário mínimo atual, para suprir as necessidades definidas legalmente para uma família, que, além da cesta, incluem moradia, transporte, vestuário, saúde, educação, higiene, lazer e previdência.
Renda maior diminui procura por emprego informal, avalia pesquisador do IBGE
Economia estável e o aumento no rendimento do trabalhador são os principais responsáveis pelo aumento no número de empregos formais no Brasil, na avaliação do coordenador da Pesquisa Mensal de Empregos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo.
Em abril deste ano, segundo o IBGE, houve índice recorde de empregos com carteira assinada no setor privado da economia: 41,8%, o que equivale a 8,3 milhões de trabalhadores nas seis regiões metropolitanas brasileiras pesquisadas.
"Uma economia mais estável, que promova mais segurança para o investidor, impulsiona um mercado mais seguro", afirma Azeredo.
Em relação ao crescimento do rendimento do trabalhador, ele diz que uma renda familiar maior diminui a necessidade de se buscar o caminho da informalidade para complementar a remuneração.
"Quando você tem uma queda no rendimento no seio familiar, você impulsiona mais pessoas daquele domicílio a procurar algo a fazer, a fim de complementar a renda familiar. Aí, você vê um aumento da informalidade".
Segundo ele, o maior índice de trabalhadores com carteira assinada, antes de abril de 2006, havia sido registrado em abril de 2002: uma taxa de 40,3%.
Para ministério, programas de geração de emprego e renda explicam aumento de emprego formal
Além do crescimento da economia, os programas de geração de emprego e renda são fatores que explicam o aumento do emprego formal no país, de acordo com o assessor especial do ministro do Trabalho, Rogério Nagamini. Em abril, o grau de formalização do mercado de trabalho ultrapassou 54%, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea). No mesmo período de 2003, esse percentual era de 50%.
"Todo esse conjunto de mais crescimento econômico e melhora nos programas de geração de emprego e renda está sendo fundamental para explicar esse resultado expressivo do emprego formal", afirmou.
Ele cita como exemplo o aumento de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que entre 2003 e março de 2006 foi de R$ 45,9 bilhões frente aos R$ 34 bilhões entre 1995 e 2002. Nagamini lembra ainda o aumento de desembolso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dos recursos para agricultura familiar e financiamentos na área de habitação.
O assessor do ministro do Trabalho diz que não se trata apenas da formalização de postos de trabalho já existentes, mas de criação de novos empregos. "Muitas vezes as pessoas pensam que é uma mera questão de formalização, mas se analisarmos os dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio, vemos claramente que os empregos formais começaram a crescer em um ritmo mais acelerado e os informais, em um ritmo menor", explica.
Para 2006, a expectativa é de que o emprego formal continue crescendo. "Em 2005 foram gerados, 1,2 milhão empregos com carteira. A expectativa é que em 2006 se gere 1,4 milhão", disse.
Agencia Brasil
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