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A COPA NO BRASIL: SIM, NÓS PODEMOS!
A COPA NO BRASIL: SIM, NÓS PODEMOS! - Print Email PDF 
Autor - Assessoria 12/07/2010

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A COPA NO BRASIL: SIM, NÓS PODEMOS!

Rodrigo Contessotto *

 

O Brasil sediou a IV Copa do Mundo FIFA em 1950. Naquele ano, a Copa voltou a ser realizada após um intervalo de doze anos, devido aos estragos provocados pela Segunda Guerra Mundial. A Europa, economicamente arrasada, não tinha condições de organizar o evento. O Brasil, impulsionado pela crescente popularização do futebol no país e com o apoio da mídia e políticos, assumiu essa tarefa.

Seis cidades brasileiras receberam os jogos: Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo, Recife, Curitiba e Rio de Janeiro. O estádio Durival de Brito e Silva (Vila Capanema) foi o palco das duas partidas realizadas no Paraná. O Maracanã, maior estádio do mundo na época, foi construído especialmente para a Copa.

 

O campeonato mundial de futebol no Brasil foi encarado como uma oportunidade para o país provar para o mundo que era capaz de organizar um grande evento. Os editoriais da imprensa evocavam um espírito patriótico, nacionalista e civilizatório. O futebol tornou-se, definitivamente, um elemento referencial da identidade do povo brasileiro.

 

Daqui a quatro anos, o Brasil sediará a Copa pela segunda vez. O país, em pleno crescimento econômico, tem mais uma oportunidade de mostrar ao mundo sua capacidade de organização. Aliás, duas: em 2016, teremos os Jogos Olímpicos no Rio. Investimentos em infra-estrutura e arenas esportivas, através da parceria público-privada, podem proporcionar um legado inestimável.

 

Os derrotistas de plantão, é claro, não acreditam que uma nação que não seja européia ou os EUA seja capaz de tal proeza. Torcem o nariz para a Copa na África e os Jogos Olímpicos na América do Sul. Pré-julgam que dinheiro público será jogado no ralo. Só os países poderosos são eficientes, dizem eles. Pois eu plagio o famoso slogan e digo: Sim, nós podemos!

 

Podemos e vamos organizar grandes eventos esportivos, com muita responsabilidade na gestão dos recursos, gerando empregos e melhorias estruturais. A realização da Copa e das Olimpíadas podem caminhar juntos com o nosso processo de crescimento enquanto nação protagonista da nova ordem mundial.  

 

Na próxima Copa em casa, temos boas chances de triunfar. Dunga não será mais o técnico e provavelmente Neymar e Ganso estarão jogando. Torcemos para que o final seja mais feliz que em 50, quando 200 mil pessoas choraram a derrota para o Uruguai no Maracanã.

 


* Rodrigo Contessotto, 24, estudante de História (UEM) e graduado em Educação Física (UEM), é secretário de comunicação do PT de Maringá e co-autor do blog Maringá, Maringá (www.odiario.com/blogs/maringamaringa).




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