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| PROTÓGENES E O SILÊNCIO PETISTA |
| Por Silvio Luiz Januário -
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| Autor - Assessoria |
16/03/2009 |
Índice
» Por Silvio Luiz Jan...
Tenho procurado ler e ouvir muito sobre tudo que gira em torno do furacão que se transformou a Operação Satiagraha. E me senti provocado a escrever algo sobre o assunto depois de assistir uma cena bisonha e degradante proporcionada pelos deputados federais na “CPI dos Amigos do Daniel Dantas. E o que mais me incomodou foi tal cena ser protagonizada pelo deputado Nelson Pellegrino, relator da CPI. Outrora combativo resistente à opressão carlista na Bahia, o petista, após propor a oitiva do delegado Protógenes Queiróz, fez tremenda galhofa com esse policial federal ao sugerir o dia 1º de abril para o seu depoimento, escárnio que, subitamente, recebeu a adesão dos demais membros (bobos) da corte”(colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/03/12/os-virtuosos-da-cpi/).
É impressionante o massacre que o juiz federal Fausto De Sanctis e, em especial, o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, têm sofrido da grande imprensa, também conhecida como PiG (Partido da Imprensa Golpista). Não há de causar nenhuma surpresa às vítimas da imprensa golpista que as Organizações Globo, a Folha de São Paulo (da “Ditabranda”), a Veja (do neofascista Mainardi e do “esgoto sem filtro” Reinaldo Azevedo, segundo Luis Nassif) e o Estadão tentem salvar da guilhotina o banqueiro Daniel Dantas e, para esse fim, se utilizem do único instrumento por eles conhecido, que é o de desmoralizar e destruir reputações. Assim, valendo-se de roteiro adredemente preparado, o PiG ataca violentamente o delegado que conduziu a Operação Satiagraha, potencializa supostos erros por ele cometidos e, com isso, tenta jogar a nódoa irremovível da nulidade sobre toda uma extensa e precisa investigação.
O que me causa surpresa não é a conduta golpista da grande mídia. Isso já não me surpreende há muitas e muitas eleições. Afinal, essa mídia golpista sempre esteve e sempre estará do outro lado da trincheira e disso devemos sempre nos orgulhar. Minha indignação, todavia, é com a nossa própria trincheira. Ou melhor, com setores que se dizem perfilhados do lado de cá. Li e ouvi açodados comentários de figuras petistas, cujo tom de reprovação ao delegado Protógenes somente dá azo aos interesses da imprensa golpista, que, desde o início, vem tentando desmoralizar e macular uma operação policial sem precedentes no Brasil e que, se não neutralizada, vai pegar muito “peixe grande”. Enquanto Dilma Rousseff corretamente ridiculariza a pseudo-reportagem da Revista Veja, o ministro Tarso Genro e o neolobista José Dirceu perdem ótimas oportunidades de ficar calados. Entretanto, o gesto que mais tem me incomodado em tudo isso talvez seja o ”silêncio ensurdecedor” que ouço da cúpula partidária. A mídia golpista tenta entregar ao verdugo o delegado Protógenes e o juiz De Sanctis e nossas lideranças petistas, através da lastimável conduta omissiva, fazem coro aos nossos algozes.
Se o silêncio da direção petista incomoda, talvez as razões desse silêncio possam incomodar ainda mais no futuro. Isso não nos interessa. O que importa é que devemos estender as mãos a quem, à beira do cadafalso, ali se encontra apenas por ousar enfrentar os barões que têm sangrado e sugado o país desde muito antes do Encontro no Colégio Sion. Por isso, em alto e bom tom gritemos NÃO ao golpe!!
* Silvio Luiz Januário, advogado em Maringá-PR.
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